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Jaraguá do Sul é conhecida pela sua Schützenfest, a festa dos atiradores. No entanto a prática esportiva do tiro tem tido cada vez menos praticantes. Dentro das categorias do tiro esportivo uma em especial, reúne o mais novo clube da região. Trata-se do Clube de Tiro Felippi que pratica a modalidade do tiro ao prato. Atualmente com nove integrantes o clube foi fundado em setembro de 2017 e desde dezembro passado os atiradores treinam regularmente no stand próprio que curiosamente fica em Schroeder, na localidade da Tifa Mohr no bairro Rio Hern.

O tiro começou a se tornar uma prática esportiva na Suécia, no século XIX. Em seguida, os outros atiradores europeus começaram também a levar esta modalidade para seus países. A Federação Internacional de Tiro Esportivo foi criada nos Estados Unidos por volta de 1871 e ganhou o mundo. No Brasil, o tenente Guilherme Paraense foi o primeiro esportista do país a ganhar medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, em 1920. Tradicionalmente, existem três categorias de tiro esportivo. Com a pistola, a modalidade inclui provas como: pistola livre, sport – direcionados para mulheres, pistola de ar e tiro rápido – só para homens. A outra é praticada com carabina, que abrange três posições (armas diferentes para homens e mulheres), deitado (somente para homens) e carabina de ar. E por último, é realizada com tiro ao prato, cujas provas são realizadas skeet, fossa olímpica e fossa dublê que deixou de ser olímpica mais recentemente. Nessa categoria, em todas as provas, há uma diferença no número de pratos para homens e mulheres. Os pratos têm 11 cm e são feitos de argila, calcário e resina de pinus. O prato pesa em média de 96 gramas e é lançado a uma velocidade de 42 milhas por hora (pouco mais de 67 quilômetros por hora).

O Clube de Tiro Felippi pratica o Trap Americano, o estilo mais praticado nas américas. Aliás Santa Catarina é o maior núcleo do tiro ao prato do Brasil, sendo o nosso país o segundo depois dos Estados Unidos da América, em que mais se pratica o esporte. No Brasil são consumidos anualmente aproximadamente 10 milhões de pratos. A Argentina 2 milhões, o Paraguai 500 mil, o México 5 milhões e os Estados Unidos, a “Meca” do esporte, somente uma marca fabricante produz e vende 40 milhões de pratos por ano.

O Clube de Tiro Felippi é integrado atualmente pelo empresário José Irlande Felippi,  o advogado Danilo Faggian, o técnico montador de moto-bombas Cleiton da Silveira, o engenheiro civil Guilherme Hass, o bioquímico Rafael Antelo, o gerente comercial Thiago Rafael Lange, o gerente comercial Jean Pita, o empresário Elemar Baumann e o empresário Cícero Meinerz. Eles representam Jaraguá do Sul em competições estaduais, nacionais e até internacionais. Em média mensalmente cada atirador precisa praticar de dois a três mil tiros para se tornar um atleta de ponta, mas em virtude do custo das munições os atiradores praticam entre 400 a 500 tiros mensais. Nas competições cada atirador realiza 200 tiros e para sonhar com um lugar no pódio precisa ter uma taxa de acertos no alvo, no caso o prato, acima de 95 por cento. Dentro do Tiro ao prato existem subdivisão de categorias, a D, a C, a B, a A, a duplo A e a triplo A. Sendo que na triplo A para sonhar com o pódio a margem de erro cai para no máximo 2 por cento.

Na última competição que o clube participou, atiradores Danilo Faggian e José Felippi conquistaram o primeiro lugar em suas respectivas categorias.

José Felippi destaca que um dos objetivos do clube é o de praticar o tiro em um local seguro, adequado e de respeitar e preservar a natureza. Para os interessados em conhecer a modalidade e quem sabe se tornarem também atiradores ao prato o telefone de contato do clube é o (47) 3273 1012. A próxima etapa competitiva irá ocorrer no oeste catarinense, na cidade de Chapecó nos dias 24,25 e 26 de agosto.

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Texto e fotos produzidos pelo repórter Emerson Gonçalves