Divulgado resultado de exame realizado em macaco encontrado morto em Corupá

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O resultado da análise feita no macaco encontro morto em Corupá no começo de março foi negativo para a febre amarela, conforme divulgou o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), de Florianópolis, nesta segunda-feira (9). O exame foi encaminhado pelo Lacen ao Instituto Carlos Chagas (Fiocruz) do Paraná. O exame serve para constatar se o animal morto estava ou não infectado pela febre amarela. A população que mora na redondeza onde o animal foi encontrado no dia 1 de março foi avisada para monitorar e comunicar à Secretaria caso outro animal fosse encontrado morto.

Segundo a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica e Imunização da Secretaria de Saúde de Corupá, Dayana Mahs de Freitas Vigilância a estimativa do resultado ficar pronto era de 20 dias, mas devido a demanda de exames de todo o Estado, levou o dobro do tempo.

O secretário de Saúde de Corupá Irineu Pasold, comenta que o resultado negativo para a febre amarela deixou a equipe da Secretaria mais tranquila, apesar de todos os procedimentos de prevenção terem sido tomados antes mesmo do resultado chegar. este é o segundo caso de macaco encontrado morto no município desde o ano passado.

A secretaria orienta para caso a população localize algum macaco morto que entre em contato a Saúde de Corupá por meio dos telefones: 3375-1234 ou 3375-2161.

 

Febre amarela e os macacos

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida principalmente por mosquitos de áreas urbanas ou silvestres. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e pode ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Os macacos não transmitem o vírus da febre amarela. Pelo contrário. São tão vítimas quanto os humanos. E ainda cumprem uma função importante: ao contraírem o vírus, transmitido em ambientes silvestres por mosquitos do gênero Hemagogo, eles servem de alerta para o surgimento da doença no local. Desse modo, contribuem para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região.

Com informações da Prefeitura de Corupá