Revisão de benefícios do INSS já gerou economia de R$ 2 bilhões

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Foto: EBC

O pente-fino nos benefícios por incapacidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), iniciado no segundo semestre do ano passado, já gerou uma economia de R$ 2 bilhões para os cofres públicos. Até o momento, os peritos revisaram 126,2 mil benefícios de segurados que recebiam o auxílio-doença e há mais de dois anos não passavam por avaliação médica. Desse montante, 102,6 mil (81%) foram cancelados.  As revisões periódicas são obrigatórias, mas não estavam sendo realizadas pelo governo passado.

Até agora, foram enviadas 322,8 mil cartas de convocação. Após o recebimento, o segurado tem cinco dias úteis para agendar a perícia pelo número 135. O beneficiário que não atender a convocação ou não comparecer na data agendada terá o benefício suspenso. O não comparecimento já levou ao cancelamento de 11,5 mil benefícios. Além disso, 17,3 mil benefícios foram convertidos em aposentadoria por invalidez; 1,3 mil em auxílio-acidente; 629 em aposentadoria por invalidez com acréscimo de 25% no valor do benefício e 4,2 mil pessoas foram encaminhadas para reabilitação profissional.

Ao todo, serão convocadas 1,7 milhão de pessoas, que há mais de dois anos estão sem perícia. Dessas, 530 mil recebem o auxílio-doença e 1,1 mil são aposentados por invalidez com menos de 60 anos.

Segurados acima de 60 anos

Os beneficiários de auxílio-doença com mais de 60 anos já começaram a ser chamados. Até a última sexta-feira (12), 12,7 mil segurados haviam passado por perícia médica. Do total, 8 mil benefícios (63%) foram cancelados. O pente-fino é realizado de acordo com a capacidade de atendimento das agências e a quantidade de benefícios vinculados a cada uma delas. Caso uma agência tenha concluído a revisão com os segurados abaixo de 60 anos, inicia-se o processo com os acima dessa idade.