Revitalização urbana de Jaraguá tem foco nas pessoas


“Uma cidade para pessoas”. Citando o arquiteto dinamarquês Jan Gehl, o presidente do Instituto Jourdan, Benyamin Parham Fard, destaca que este é o foco do Projeto de Revitalização Urbana de Jaraguá do Sul, cujas propostas são abordadas em nota técnica publicada na última sexta-feira (5) pela entidade no site da prefeitura jaraguaense. “É revestido deste e de outros pensamentos do urbanismo de vanguarda que está sendo planejado o município, a fim de mantê-lo atraente, amigável, acessível, móvel, empreendedor, habitável, diversificado, miscigenado, divertido, inovador, qualificado, resiliente, culturalmente ativo, criativamente pulsante e, especialmente, sustentável”, acrescenta Fard.
Para o presidente do Instituto Jourdan, criar um ambiente urbano vívido, sustentável, contemplativo, harmonioso, criativo, de deslocamento fluido, acessível é o grande desafio dos gestores públicos que buscam transformar suas cidades em um melhor lugar para se viver. “Às novas gerações Y e Z, este tipo de cidade precisa estar embebido de tecnologias, oportunidades, desafios, do pulsar criativo e de outros jovens ávidos pelo desenvolvimento pessoal e coletivo, pois são elementos de atração e fixação desses novos cidadãos engajados”, defende Fard. Ele aponta que, por outro lado, é fundamental que os gestores públicos tenham em mente que a população local (e global) está envelhecendo em função do aumento da expectativa de vida devido aos avanços tecnológicos e da medicina.

De acordo com Benyamin Fard, para transformar Jaraguá do Sul em uma cidade para pessoas, acompanhar a evolução econômica e atender as novas necessidades dos cidadãos, “o projeto é norteado por quatro grandes aspectos citadinos: a infraestrutura, o paisagismo, o mobiliário urbano e a mobilidade; tomando o Centro como região base deste estudo”.

INFRAESTRUTURA E PAISAGISMO – Tratam da otimização do ambiente urbano a fim de melhorar a percepção da população sobre a qualidade visual da cidade através de sistemas de drenagem pluvial sustentáveis, da eliminação da eletrificação aérea e a inclusão de elementos naturais como árvores, canteiros e floreiras.

MOBILIÁRIO URBANO – Aborda os equipamentos urbanos dispostos nas vias revitalizadas, tais como parklets, bancos, lixeiras, paraciclos, grelhas arvoreiras, balizas, postes de iluminação e a integração do ambiente com estes usos.

MOBILIDADE – Abrange a acessibilidade, a padronização das vias urbanas, a elevação de vias, o alargamento das calçadas nos cruzamentos, a aumento do sistema cicloviário, a sinalização especial que ampara os portadores de necessidades especiais e os idosos, com o uso de vagas diferenciadas, que auxiliam na fácil entrada e saída dos veículos, criando assim um ambiente de valorização do pedestre como beneficiário de todo o processo de revitalização.

Fonte: PMJS