Mulher grávida e companheiro morrem em incêndio em Blumenau


(Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação)

Uma brasileira grávida e o companheiro venezuelano morreram em um incêndio na madrugada desta terça-feira (25) em Blumenau, no Vale do Itajaí. O fogo atingiu uma residência onde eles moravam com mais 16 pessoas, incluindo 12 imigrantes venezuelanos e dois argentinos. Uma pessoa quebrou o braço e outra procurou atendimento médico por ter inalado muita fumaça, segundo a prefeitura.

O casal deve ser identificado pelo Instituto Geral de Perícias com exame de DNA. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social do município, a mulher e o homem já tinham procurado a assistência social, mas não retornaram para outro atendimento. Apesar de no registro constar que os dois são brasileiros, o homem é venezuelano, informou a pasta às 11h40, por meio da assessoria de imprensa. A confirmação foi feita pelos demais moradores e vizinhos que procuraram a família da vítima.

Não há suspeita sobre a causa do incêndio, segundo os bombeiros, e uma perícia deve apontar o que pode ter provocado as chamas. A casa não tinha energia elétrica.

O incêndio foi na rua Alberto Koffeck no Centro da cidade, por volta das 3h. As chamas atingiram a casa mista de dois pavimentos. O casal estava no segundo andar e não conseguiu sair.

Os demais moradores saíram a tempo, mas dois deles foram encaminhados ao hospital: um por fratura no braço e outro por inalar muita fumaça e estar com os olhos irritados. Até as 11h30, ambos seguiam no hospital.

Quando a equipe dos bombeiros chegou no local, o segundo piso de madeira já estava totalmente em chamas. Assim que conseguiram apagar o fogo, com cerca de 40 mil litros de água, os socorristas encontraram os dois corpos.

O Instituto Geral de Perícias, que esteve no local e trabalha na identificação das vítimas, informou que a mulher estava grávida de seis a sete meses. Até as 10h, nenhum familiar havia procurado o Instituto Médico Legal.

Segundo o IML, a identificação será feita por um exame de DNA, por isso os peritos vão recolher amostras que serão encaminhadas para esse exame, que pode demorar até seis meses para ficar pronto.

Situação dos moradores

Dos 14 imigrantes moradores do local, dois são crianças. Moravam também na casa destruída pelo incêndio dois irmãos brasileiros que são cadeirantes, segundo a Secretaria municipal.

Os imigrantes foram levados para o Centro Pop da cidade, onde estão recebendo atendimento social e psicológico, segundo a prefeitura. Dos dois cadeirantes, um foi para o Centro Pop e outro não tinha aceitado ir para o local até as 10h, conforme a Secretaria de Desenvolvimento social.

Fonte: G1 SC