Jorginho revela estar muito feliz em Jaraguá do Sul

Técnico do Juventus, Jorginho. Foto: Divulgação/Juventus

O técnico Jorginho revelou, na tarde desta sexta-feira, que há muito tempo não estava tão feliz num clube de futebol como está agora no Juventus, em Jaraguá do Sul. Em live promovida pela UniSociesc, patrocinadora do clube, o comandante afirmou que não pretende deixar a cidade tão cedo. No entanto, tudo dependerá de como será a sequência da temporada após a paralisação causada pela pandemia da Covid-19.

 – Meu contrato não tem data para término. Conversei com o Renê (Marques, gestor de futebol) e não estabelecemos um prazo. É um projeto até 2024 e pode se dar continuidade ou não. Vai depender do que eu quero e do que o clube quer. De repente, pode aparecer um (Jorge) Jesus aqui (risos). Mas estou feliz aqui e fazia tempo que não me sentia tão feliz com as pessoas que estão no comando de um clube de futebol – avaliou.

 Classificado para as quartas de final do Campeonato Catarinense e com vaga garantida na Série D de 2021, o Juventus voltou a dar muitas alegrias ao seu torcedor em 2020. No entanto, o exigente Jorginho confessou que esperava resultados ainda melhores do Moleque Travesso.

 – Fiquei muito insatisfeito. O planejamento da comissão técnica era de que teríamos de terminar a primeira fase em terceiro, estourando na quarta colocação. Os atletas compraram ideia, foram leais e fieis. Quando sentiram esse gostinho de jogar bem, tiveram um sobressalto, pois são jogadores acostumados a sofrer. Isso os transfigurou e nos prejudicou. Por isso, não fiquei satisfeito. Mas eles podem ir longe. Se lutarem e se dedicarem, não há objetivo impossível – comentou, citando o bom início de campeonato e a queda de rendimento nas rodadas seguintes.

 Apesar desta oscilação, Jorginho garantiu na live promovida pela UniSociesc que a equipe aprendeu a lição.

 – Serviu de aprendizado, calejamento. Mostramos uma forma diferente que eles teriam de jogar. Eles tiveram esses errinhos, mas fizemos bons jogos.

 Por fim, o treinador respondeu à uma pergunta dos internautas e contou um pouco do seu sentimento em relação à rescisão de contrato do meia Regis.

 – Como ser-humano, fiquei triste por não ajudar o Regis. Ele não quis se ajudar, ele se entregou e a mãe dele está muito triste. Profissionalmente, não tenho nada a dizer além das faltas aos treinos. Mas a equipe mostrou que tinha condições de suprir a ausência dele e pôde até melhorar a partir disso – concluiu.