Guaramirim ativa sala de situação da dengue


Considerando o cenário epidemiológico da dengue no Estado e a grande incidência de mortes pela doença em 2022, a Prefeitura de Guaramirim instalou uma sala de situação para o monitoramento do cenário no município. A iniciativa, liderada pela Secretaria Municipal de Saúde, reúne gestores de diversas áreas para discutir políticas públicas e definir estratégias de conscientização.

A criação do comitê de enfrentamento atende a uma recomendação do Ministério da Saúde, e busca intensificar a vigilância, o controle e o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor também dos vírus da chikungunya, da zika e da febre amarela urbana. A situação em Guaramirim é especialmente preocupante devido ao cenário observado em municípios vizinhos.

Números são alarmantes

Somente nos seis primeiros meses do ano, o número de focos do mosquito encontrados no município é igual ao número registrado em todo o ano de 2021: já foram identificados 118 focos até o dia 21 de junho. Os índices apontam crescimento exponencial da epidemia. Em 2018, Guaramirim identificou 8 focos; em 2019, 19 focos; e em 2020, 44. A tendência é de que nos próximos anos o cenário seja ainda mais preocupante, com a possibilidade também da incidência de casos dos outros vírus transmitidos pelo mosquito, incluindo as consequências graves de cada doença, como a microcefalia associada ao zikavírus, por exemplo.

Município conta com diversas formas de combate ao mosquito

Atualmente Guaramirim conta com 175 armadilhas distribuídas dentro do município. Cada armadilha abrange os imóveis em uma área de 300 metros. O monitoramento destas armadilhas é realizado semanalmente, e o material coletado é enviado para a análise. Quando constatada a existência de larvas do Aedes aegypti, a Vigilância em Zoonoses intensifica os trabalhos realizados naquela região, além de providenciar a eliminação do foco e do tratamento com larvicida. O município conta também com 53 Unidades Disseminadoras de Larvicida, uma tecnologia desenvolvida pela Fiocruz e que tem comprovadamente um melhor resultado na diminuição na população de mosquitos.

O monitoramento também é constante em pontos com alta possibilidade de encontrar água parada em recipientes, como cemitérios, borracharias, floriculturas, ferros-velhos, pontos de reciclagem, etc.