Menino some em SC e polícia apura se ele entrou em carro perto de escola


Criança foi vista pela última vez ao chegar ao colégio, na sexta-feira (14).Delegado diz que hipótese de sequestro é remota, pois família é ‘humilde’.

A Polícia Civil de Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, investiga o desaparecimento de um menino de 8 anos após chegar à escola na última sexta-feira (14).  As investigações buscam saber se a criança entrou em um carro antes de sumir. Até esta terça (18), nove pessoas já foram ouvidas sobre o caso.

Testemunhas relataram ter visto Kaik Leonardo Bidinelli Fagundes pegando o ônibus escolar, no bairro Itacolomy, perto de casa, e também na chegada à escola, que fica no mesmo bairro, no início da tarde. O menino, porém, não teria comparecido às aulas.

De acordo com o delegado Wilson Masson, responsável pela investigação, a hipótese de sequestro é remota. “Estamos apurando a informação de que ele teria sido chamado pelo nome e entrado em um carro escuro, perto da escola. A família é humilde. Não há indícios de sequestro porque, em três dias, não foi feito nenhum contato”, disse Masson ao G1.

Policais fizeram buscas com cães farejadores em uma área de mata nos arredores da escola, mas o menino não havia sido encontrado até manhã desta terça.

Mãe já foi ouvida
A mãe da criança foi uma das pessoas que já prestaram depoimento. Segundo o delegado, ela negou qualquer envolvimento no caso. “A criança estava sob a guarda de uma parente idosa, em uma casa onde também mora o pai. A mãe tinha direito de visitar a criança, mas por causa de uma desavença, não frequentava a casa. Mas se mostrou bastante preocupada com o desaparecimento”, disse o delegado.

Uma funcionária da limpeza da escola contou à polícia que conversou com o menino antes do início das aulas. “Ele perguntou se poderia pegar um bonequinho do lixo”. Já um vigia afirmou ter visto a criança chegar de bicicleta com um homem, que seria o avô. A pessoa indicada negou conhecer a criança.

Nas duas primeiras aulas da sexta, o menino levou falta. O delegado diz que está apurando o registro da criança nas aulas seguintes, de educação física, mas acredita que o professor tenha dado presença a todos.

Nesta terça (18), mais pessoas seriam ouvidas sobre o caso, que tem a colaboração da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) de Florianópolis. A polícia está divulgando um cartaz com um número de telefone para receber informações sobre o paradeiro da criança.

*G1 SC