Jaraguá: MP e Polícia Civil se manifestam sobre tentativa de ataque a creche em 2019


O jornalismo da RBN aprofundou o assunto levantado pelo Vereador Jeferson Cardozo na última sessão do Legislativo, abordando uma tentativa de ataque com faca a creche em Jaraguá do Sul em outubro de 2019.

A investida teria sido frustrada por transeuntes ou pedestres que foram feridos pelo agressor na calçada em frente a escola. A PM foi acionada, prendeu o rapaz que mais tarde foi internado em Joinville por surto psicótico. Na véspera de sua alta hospitalar, moradores do bairro procuraram o Ministério Público em busca de providências e proteção, já que o autor teria dito que “queria ficar famoso na TV, como são os outros, por matar várias pessoas”. O jornalismo da RBN buscou saber mais da investigação policial e possível indiciamento, além de procedimentos no Ministério Público com eventual denúncia e abertura de processo judicial.

Em contato com a DIC – Divisão de Investigação Criminal, o Delegado responsável Daniel Dias revelou que o caso estava sob a responsabilidade da DPCO – Delegacia da Comarca, coordenada pelo Delegado Luiz Carlos Gross que informou que os fatos geraram um TC – Termo Circunstanciado, que estaria tramitando no Forum.

Já o Ministério Público se manifestou através da Assessoria de Imprensa em Florianópolis, após contato feito com o Promotoria de Jaraguá do Sul. Segundo o MP, logo que o caso chegou na 3ª Promotoria de Justiça da comarca de Jaraguá do Sul, em 06 de novembro de 2019,  foram tomadas medidas imediatas.  

No dia seguinte ao ocorrido, a Promotoria de Justiça ajuizou uma ação com pedido de cautelar para proibir o acusado de se aproximar das escolas. O pedido foi deferido em caráter de urgência pelo Juízo da 2ª Vara Criminal.  O autor dos fatos foi proibido judicialmente de se aproximar a menos de 100 metros das escolas e houve reforço das rondas ostensivas no local, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina.  Até então, não há informações de que o autor tenha descumprido a medida judicial.  

Ao mesmo tempo, o MP manteve contatos com as Diretoras dos dois estabelecimentos de ensino para obtenção de informações e emitiu-se um comunicado para a 2ª Promotoria de Justiça da comarca, que atua na área da cidadania, para verificação da saúde mental do autor.

Após o trâmite investigativo e administrativo da Polícia Civil, o Delegado responsável encaminhou o procedimento finalizado ao Fórum no final do mês de janeiro de 2020, constando que as diligências policiais não demonstraram as supostas agressões a moradores. Comprovou-se, entretanto, o delito de ameaça.  

Os promotores analisaram o caso e verificaram que o autor tem direito a transação penal e já se manifestaram no processo.  Agora, o Ministério Público aguarda a realização da audiência. O ato já foi designado, mas cancelado em razão da pandemia. A data ainda não está marcada.