Menino de 04 anos, que pode ter sido espancado, segue na UTI do Hospital Jaraguá


O menino de quatro anos, que pode ter sido vítima de espancamento, segue internado na UTI do Hospital Jaraguá. Ele deu entrada no dia 02 de dezembro, a situação se agravou e ele foi removido para a UTI de onde ainda não conseguiu sair. No entanto, segundo a mãe, ele já teve melhoras – “No começo ele estava sedado, com a barriga mais inchada e não falava”. O menino já está balbuciando algumas palavras, mas segue bastante fraco e se alimentando por sonda. A lesão mais preocupante está no pâncreas que sofreu uma espécie de descolamento ou perfuração, lesão possivelmente provocada por queda com impacto violente ou agressão.

O FATO

Os pais do menino são separados. Na separação, definiu-se judicialmente que a guarda da criança, de forma unilateral, seria responsabilidade da mãe que mora no Paraná. O pai teria direito a visitas e até mesmo passar alguns dias com o filho, em datas ou períodos especiais.

No final de novembro, o casal acertou que o menino passaria as férias com o pai e sua nova companheira, em Massaranduba. O menino veio para Santa Catarina e alguns dias depois foi internado. Segundo a mãe, ela foi informada pelo pai de que não se tratava de nada grave e que o menino logo seria liberado.

No entanto, com o passar dos dias e como o menino não recebia alta e o ex-marido parou de responder suas mensagens, ela pediu que uma amiga, conhecida sua em Jaraguá, fosse até o hospital para saber notícias do filho e descobriu que a criança estava na UTI em função do agravamento do caso. Foi aí que a mãe resolveu vir pra Santa Catarina.

CASO DE POLÍCIA

Ao chegar no hospital, a mãe teria sido informada por outra mãe, companheira de quarto, alertou para a possibilidade de maus tratos e que o motivo de sua internação, poderia ter sido provocados por agressões. A mãe então decidiu fazer um Boletim de Ocorrência no dia 15/12 e pediu medida protetiva contra o pai e a madrasta, impedindo que eles entrassem no hospital.

Com base me informações prestadas pelo próprio menino ao médico plantonista, a medida protetiva foi deferida pelo Juiz de plantão na madrugada do dia 18/12, e no mesmo dia o Ministério Público, através de um promotor de plantão, solicitou a baixa dos autos para a Delegacia para que novas diligências fossem feitas pela Polícia Civil. Entre elas, a oitiva do pai, da madrasta, da mãe, do médico, da assistente social e da própria criança.

A medida protetiva, com base no Estatuto da Criança, determinou que tanto o pai como a madrasta não se aproximem da criança e nem da mãe, mantendo distancia de 100 metros e que não mantenham nenhum tipo de contato, especialmente por telefone ou mensagens.

DELEGACIA DE POLÍCIA

Desde sexta-feira, quando foi informado dos fatos, o jornalismo da RBN está buscando informações junto a delegados e plantonistas da polícia civil. Na manhã de hoje, o Delegado Marcelo de Marco, responsável pela Delegacia de Massaranduba, retornou o contato informando que o inquérito foi aberto e os trabalhos já começaram. No entanto, ainda não foi possível ouvir os envolvidos, já que o pai e a madrasta, não foram localizados e a assistente social está de férias.

A mãe lamentou a demora do procedimento investigativo, que, segundo ela, facilitou a saída do pai e da madrasta da região, antes de serem ouvidos. A última informação, recebida por ela, era de que os dois teriam viajado para o estado do Paraná.

O PAI

O jornalismo da RBN conseguiu contato com o pai em busca da versão dele sobre os fatos. Ele confirmou que está fora da cidade, em viagem desde o dia 22 de dezembro. Acrescentou que estará de volta no dia 05 de janeiro e vai procurar a reportagem para relatar sua versão do caso.