Tiro de policial em ocorrência no hospital será investigado pela PM


O disparo de arma de fogo por um policial militar durante ocorrência no Pronto socorro do Hospital São José, será investigado internamente pela PM em inquérito policial militar. A informação foi repassada pelo próprio comandante da PM, Ten. Cel. Valdecir de Oliveira, em áudio, veiculado no Plantão do Meio-dia.

A informação sobre o tumulto na portaria foi informada por ouvintes da RBN e usuário do hospital, inclusive com vídeos, no momento da confusão. Como a informação não constava no relatório da PM, o jornalismo da RBN entrou em contato com todos os policiais responsáveis  pela comunicação e obteve retorno perto do meio-dia, quando foi informado que o próprio comandante faria uma manifestação no grupo de comunicação da PM.

No áudio, o comandante informa a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do fato e anunciou que a seu pedido, a informação foi retarda para a imprensa, em função da necessidade de uma apuração mais detalhada. Ouça a manifestação do comandante abaixo:

Numa rápida pesquisa pelas ocorrências da PM, neste ano, a reportagem não encontrou nenhuma outra ocorrência envolvendo disparo de arma de fogo por policiais. É provável que o disparto desta semana, na ocorrência atendida no hospital, tenha sido o primeiro deste ano. Normalmente, pelos protocolos, os PMs se utilizam de armas não letais como spray de pimenta, gás lacrimogêneo, balas de borracha, bastão de choque e pistolas de choque elétrico, conhecidas como Taser.

A utilização das tecnologias não letais em situações de defesa do agente e de terceiros vem demonstrando ser o melhor método para combater a violência gerada por pessoa que não esteja de posse de arma letal visando à imobilização do autor e mantendo sua integridade física, usando a força necessária.

A doutrina e manuais militares destacam que o uso de arma de fogo pelo policial é o último, devendo ser utilizado somente em situações inevitáveis, com o objetivo de dissuadir o acusado das intenções de grave risco, sem dispará-la. O disparo só deve ocorrer em situações extremas que envolvam risco eminente de morte ou lesões graves parta o agente de segurança pública ou para terceiros, com o objetivo imediato de fazer cessar a ameaça.

Comandante Valdecir
Confusão começou dentro do Pronto Socorro
Hospital São José