Vereador Winter ameaça derrubar casas tombadas no Rio da Luz


O Vereador Ademar Winter (PSDB) ameaçou derrubar casas tombadas no Rio da Luz, por falta de atenção e ação do IPHAN (Instituto do patrimônio Histórico e Artístico nacional). “Pra mim o IPHAN é nota zero (…) nós vamos esperar mais um tempo, se não eu encosto uma máquina lá e vamos derrubar”. Winter já havia comentado em derrubar as casas em outra sessão no começo deste ano. A nova ameaça ocorreu durante uma explanação de representantes da Epagri na manhã de hoje (16/09), em sessão da Câmara. Durante a manifestação do gerente da regional da Epagri em Joinville, Hector Silvio Haverroth, e da extensionista social, Josiane de Souza Passos, Winter pediu a palavra e questionou a não liberação de recursos para o auxílio dos moradores e agricultores.

Os representantes da Epagri tentaram explicar que a conservação das casas não está entre as atribuições e responsabilidades da empresa catarinense. Mesmo assim não foram poupados de ouvir as críticas do vereador. Ouça a discussão abaixo:

IPHAN

O levantamento de material para o tombamento do Conjunto Rural de Rio da Luz se iniciou nos anos 1990, o dossiê foi organizado em 2007 e, em 2015, a região foi tombada e passou a integrar os Roteiros Nacionais de Imigração. O Conjunto Rural de Rio da Luz, em Jaraguá do Sul-SC, caracteriza-se por edificações rurais de diversos usos, típicas da arquitetura teuto brasileira.

No ano passado, a unidade estadual e federal do instituto prometeram entregar o mais rápido possível a revisão da normativa de tombamento do local, que iria diminuir as restrições para obras e serviços na região.

Há muito tempo os moradores buscam maneiras de diminuir as restrições para construção e reforma de residências, demolições de estruturas deterioradas e outras questões estruturais, já que muitas casas estão caindo e se deteriorando. A Prefeitura questiona No entanto, conforme a Prefeitura, a medida dificultou o desenvolvimento do bairro, incluindo até serviços de conservação das estradas.

O procedimento de revisão da portaria Iphan nº 69/2013 incluiu a inserção das novas construções no espaço do conjunto tombado e suas características formais, a possibilidade de utilização de outros tipos de telha para coberturas que não as telhas cerâmicas e diminuição da inclinação mínima exigida para telhados de 50% para 35%. Também foi proposto o aumento em um pavimento do gabarito construído para a área de entorno.

O Rio da Luz passou a ser patrimônio histórico em 2007, o que preservou as características da colonização alemã na região, perceptível nas construções e conversas entre as famílias pelo dialeto germânico.

Representantes da Epagri ouviram as reclamações de Winter