Vereadores de Jaraguá aprovam Moção de Repúdio contra o fundão


De autoria dos vereadores Rodrigo Livramento (NOVO) e Sirley Shappo (NOVO), a Moção de Apelo ao Presidente da República, contra o fundão eleitoral de 5,7 bilhões, foi aprovada por unanimidade na Câmara de Jaraguá do Sul. O Vereador Rodrigo Livramento já havia ser manifestado ao jornalismo da RBN no dia seguinte da aprovação, questionando e criticando duramente a triplicação do valor, salientando que um destaque do Partido  NOVO pelo fim do fundão, havia sido rejeitado pelos deputados.

Na sessão de terça-feira (20/07), a Moção foi apresentada e alguns vereadores se manifestaram duramente contra os valores.

Acesse os players abaixo e ouça a declaração dos vereadores Rodrigo Livramento (NOVO), Sirley Shappo (NOVO) e Jair Pedri (PTB). Os vereadores Luis Fernando Almeida (MDB) e Nina Camello (PP), também se pronunciaram na tribuna.

Sirley Shappo
Rodrigo Livramento
Jair Pedri

DA ASSESSORIA

A moção de apelo é de autoria dos vereadores Sirley Schappo e Rodrigo Livramento, ambos do Novo, que argumentam que o Brasil enfrenta graves problemas na saúde, na habitação, na educação, na assistência social, no emprego e na renda, principalmente por conta da pandemia de coronavírus. Para eles, essa é uma questão de respeito ao povo brasileiro, “que hoje convive com hospitais superlotados, falta de médico e de equipamentos necessários”. Os autores ainda lembram, no texto da moção, dos atuais números de desempregados, de pessoas dependentes dos auxílios sociais do Governo Federal e do aumento no preço de produtos da cesta básica, gasolina e outros.

Rodrigo Livramento usou a tribuna da Casa de Leis jaraguaense para classificar o episódio como um escárnio e pedir que as entidades representativas e a sociedade se manifestem e exerçam pressão sob seus representantes em Brasília para reverter a situação. Ele lembrou que, além do Eleitoral, ainda há o Fundo Partidário, que só nos primeiros seis meses de 2021 já distribuiu aos partidos brasileiros mais de 500 milhões de reais para sustentar suas atividades rotineiras. “O Brasil é o país que mais gasta com políticos e partidos no mundo. Talvez se nós fôssemos uma Suíça a gente pudesse jogar dinheiro fora. Mas não, estamos no Brasil, um país quebrado, com um déficit nunca antes visto na nossa história”, aponta.

Sirley Schappo parabenizou o editorial do jornal O Correio do Povo publicado no último final de semana, intitulado “Fundão Eleitoral: vergonha nacional”. Para ela, é inevitável que os vereadores se manifestem e repudiem o acontecimento.

Nina Santin Camello (Progressistas) prestou apoio e parabenizou o manifesto de repúdio da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs) contra o aumento no Fundo Eleitoral. Ela frisou que em um momento delicado como o que o país passa, “em que empresas sofrem com a crise econômica, pessoas estão passando fome, desemprego, crise na saúde, não há motivos para vermos o aumento do repasse da verba para o Fundo Eleitoral”.

Luís Fernando Almeida (MDB) afirmou que é preciso rever todo o sistema de financiamento eleitoral. Para o parlamentar, o correto seria permitir o financiamento privado de campanha, aumentando inclusive o limite de financiamento que sai do bolso do próprio candidato. “Atualmente o que podemos doar do nosso bolso é quase nada. Empresas não podem doar. E, para alguns, só sobra o Fundo Eleitoral, que tem menos burocracia para ser utilizado, enquanto que o financiamento privado tem uma enorme burocracia”, explica.

Para Jair Pedri (PSD), é difícil acreditar que, em um momento de crises sanitária, econômica e política, aprovaram um fundo de quase 6 bilhões de reais que sairão dos cofres públicos. “Não consigo e nem quero encontrar argumentos para defender uma aberração como essa”.

A moção foi aprovada por unanimidade e enviada ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

Livramento e Sirley – Autores da Moção